18 de novembro de 2010

Visita de estudo à Casa-Museu Leal da Câmara

Dia 17 de Novembro foi o aniversário da Escola Secundária Leal da Câmara. No âmbito da Comemorações, achámos por bem visitar a casa-museu do nosso patrono... à noite!     Estiveram presentes alguns formadores e duas turmas dos cursos EFA-NS: EE 1A e EH2. Obrigado!

Porta de entrada interior da Casa-Museu Leal da Câmara.
Tapete bordado a partir de gravura de saloios de Leal da Câmara.
Sala de jantar, com decoração e desenho de mobiliário de Leal da Câmara.
Um formando (o fotógrafo de serviço) durante a visita à exposição permanente.
Obras infantis de Ana de Castro Osório ilustradas por Leal da Câmara.
Dois formadores observam alguns materiais didácticos editados pela Casa-Museu.
Vista de sala do piso inferior. Ao fundo, uma pintura do "Muro do Derrête"
Reprodução em papel machê da obra "EX-LIBRIS" do mestre Leal da Câmara.


 Um espaço a visitar e revisitar, tanto mais que estará patente ao público uma nova exposição sob a perspectiva de Leal da Câmara enquanto REPUBLICANO, inserida nas Comemorações do Centenário da República Portuguesa. Será inaugurada no dia 30 do corrente mês, às 18 horas. A não perder!
    Aqui fica alguma informação adicional:
Endereço: Calçada da Rinchoa, 67 2635-312 Rio de Mouro
Telefone: 21 916 43 03    Fax: 21 916 43 03    E-Mail: museu.lcamara@cm-sintra.pt
 Acessibilidades: Comboio Lisboa-Sintra (estações Rio de Mouro ou Mercês) Autocarro 468 e 456 Rio de Mouro-Algueirão Velho      
Horário: 3.ª a 6.ª feira: 10:00-18:00; Sábados, Domingos e feriados: 14:00-18:00 
Encerrado ao público à 2.ª feira e nos feriados de 1 de Janeiro, 3.ª feira de Carnaval, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 24 a 26 e 31 de Dezembro
 
Ingresso: Entrada Livre.
Director/Responsável técnico: Luciano Reis. 



Visita de estudo à Exposição "Viva a República"

    Os formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos de nível secundário da Escola Secundária  Leal da Câmara (Rio de Mouro) foram conhecer, nos dias 6 e 7 de Novembro, a exposição "Viva a República" patente na Cordoaria Nacional. 
        A exposição é bastante extensa e está centrada sobretudo nas figuras e acontecimentos relativos à I República. Constitui uma visão particular e apologética deste período da História de Portugal (não consensual entre os historiadores), pelo que os participantes foram alertados pelos formadores de que carece de um olhar crítico.


Uma definição do conceito de República
Visão da 1ª sala da Exposição (com um dos melhores guias)

Uma imagem de Leal da Câmara e uma advertência de Raul Proença

Uma curiosidade: Um "porta-pombos" de lata!

Um hino à esperança, uma tarefa por realizar!


5 de novembro de 2010

A Vida Republicana

  

     A empresa A Vida Portuguesa tem uma nova loja, temporária, que complementa a exposição “Viva a República”, patente na Cordoaria Nacional, em Lisboa, a mais significativa das exposições incluída nas Comemorações Oficiais do Centenário da República.   A segunda loja temporária serve de complemento à exposição "Viajar - Viajantes e Turistas à Descoberta de Portugal no Tempo da Primeira República" e situa-se no Terreiro do Paço.
    A colecção “A Vida Republicana” reúne produtos portugueses da época, apresenta reedições de produtos republicanos especialmente concebidos para a ocasião e inclui ainda uma livraria temática. Segundo Catarina Portas, proprietária das lojas A Vida Portuguesa, “A reedição de produtos de época ou a produção de objectos de consumo inspirados por este tema pode ser também uma forma de sensibilizar, recordar e dar a conhecer a história de um país. E, dadas as características do tema “República”, gostaria de acreditar que estes objectos poderão ser capazes de contribuir para incitar à reflexão e alimentar um sentimento de cidadania, indispensável a uma democracia plena e participada.
    Investiguei os arquivos de várias fábricas e empresas com as quais trabalho regularmente como a Ach Brito (reeditaremos fielmente o sabonete República de 1910), a Bordalo Pinheiro (que recuperou o molde original do cinzeiro “Viva a República” para a sua reedição) ou a CRERE – Museu do estuque (que guarda o espólio dos estuques da Oficina Baganha onde se incluía um busto da figura da República, agora à venda em dois tamanhos). Também há uma placa publicitária em metal, reproduzindo um delicioso anúncio de época, e até, um “Bigode Republicano”, especialmente dirigido ao público infantil. A imagem da loja, tal como a criação de alguns produtos inspirados pela iconografia republicana uma colecção de 3 canecas, por exemplo) foram desenvolvidos em colaboração com o reconhecido designer gráfico Ricardo Mealha.”


28 de outubro de 2010

A perspectiva positivista de Bernardino Machado



                "A REPÚBLICA É MATEMÁTICA E FATAL"


"Quando um corpo cai sobre outro, pode não o despedaçar, mas aquece. Também em todas estas lutas cívicas aquecemos e vamos mais e mais excitando em nós o espírito republicano revolucionário.

Sim! Todos os republicanos portugueses somos hoje revolucionários, não o podemos deixar de ser, somo-lo por necessidade.

A revolução é o conflito fatal entre um regime que se torna cada vez mais reaccionário e uma sociedade que se torna cada vez mais avançada. Não podendo operar-se o progresso da nação pelo progresso das instituições, opera-se em luta contra elas; e, não podendo portanto chegar-se à República pela evolução do poder, tem de chegar-se lá pela revolução popular. É inevitável. E é o que tem de acontecer entre nós, porque nos últimos anos a nação portuguesa incessantemente progrediu e o regime incessantemente retrogradou.
" 

Bernardino Machado, Eleições Locais - Conferência pronunciada na Sede da Comissão Municipal Republicana de Lisboa em 16 de Outubro de 1908, Typ.Bayard, 1908 

O ideal republicano de Guerra Junqueiro



"... Governar é fazer, dia a dia, a equação dos costumes. É traduzir em leis a dinâmica viva das almas e dos interesses. As questões económicas ou religiosas têm dentro da filosofia uma solução ideal, e dentro da política e do governo uma solução concreta e transitória. Não se inventam nações, imaginando códigos. Os códigos estão para as nações como os vestidos para os corpos. Quando a estatura cresce amplia-se o vestido, alarga-se o direito. A Pátria Portuguesa não cabe dentro da monarquia, por culpa da monarquia. Aspira à justiça e dão-lhe burlas, aspira à ciência e dão-lhe trevas, aspira à honestidade e dão-lhe roubos, aspira ao bem-estar e dão-lhe fome, aspira à extinta luz, à extinta glória, e dão-lhe infâmias e sarcasmos, inquisições e tiranias.

Hoje só pode salvar-se por si própria, por um acto de grandeza moral e de heroísmo colectivo. Sem força física, vive-se ainda. Mas, quando se morre mortalmente, acaba-se de vez.

Salvemo-nos por uma República, mas uma República Nacional fundada na ordem e no direito, no trabalho e no amor, na liberdade e na harmonia. Que viva a República, para que viva a Pátria de nós todos!
"

Guerra Junqueiro, Mensagem de G. Junqueiro ao Congresso do Partido Republicano, em 25 de Abril de 1908 [in, Vida Mundial, nº1634, 2/10/1970]